A "vulgaridade alvissareira" das modinhas

Autores

  • Flávia Camargo Toni

Palavras-chave:

Mário de Andrade; Modinha;

Resumo

Resumo. O trabalho para a reedição de Modinhas Imperiais, de Mário de Andrade, propõe tarefas intrínsecas às edições críticas e genéticas, assim como possibilita estudar o interesse do musicólogo pelo gênero de canção que dominou o século XIX. Além dele mesmo ter estudado Canto no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, ele se deteve no questionamento a respeito da longevidade do gênero e de suas características ao longo do tempo. Para tanto, a oportunidade de nova edição pretende recuperar trechos da música e do texto que foram subtraídos das edições posteriores, de 1964 e de 1980, bem como pretende-se confrontar a presença de notas marginais na bibliografia consultada pelo musicólogo. Se a canção do século XIX é estudada no bojo dos demais estudos de gêneros que visavam conhecer as origens da música brasileira, desperta a atenção o fato da modinha, percorrer longa trajetória ao longo dos escritos do autor, até próximo de 1945.

Segundo Tele Porto Ancona Lopez o interesse pelas modinhas pode ser rastreado a partir de 1922, quando o poeta escreve versos, e é também coerente com as leituras de um mestre que leciona História da Música no Conservatório. Mas por que colecionar e publicar modinhas em 1930, e não um dos demais gêneros que estudou, como o fado ou o maxixe? Ou por que modinhas, primeiramente, e não lundus? A construção do álbum, que encerra um Prefácio escrito sobre base bibliográfica robusta, dá margem a se perguntar se a escolha escapa a suas predileções musicológicas, debruçando-se sobre escolhas pessoais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Publicado

2026-10-24

Como Citar

Camargo Toni, F. (2026). A "vulgaridade alvissareira" das modinhas. ANPPOM. Recuperado de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/1007