O jogo entre continuidade e descontinuidade na passagem do tempo
o caso do tempo momentâneo
Resumo
O seguinte trabalho propõe um levantamento acerca do debate sobre a noção de tempo momentâneo, categoria proposta por Jonathan Kramer em seu livro The Time of Music: New Meanings, New Temporalities, New Listening Strategies (1988) e que possui, forte correspondência com a ideia de forma momento, apresentada por Karlheinz Stockhausen em sua obra Momente (1969) e posteriormente teorizada pelo autor. Se somam também ao escopo teórico aqui abordado proposições de Paul Griffiths (1978), Christopher F. Hasty (1986), Jean-Pierre Caron e Matheus Henrique Mota Ferreira (2022) com a finalidade de vislumbrarmos um duplo caráter das obras passíveis de enquadramento por este tempo, a se saber, a permanência de uma continuidade quando a descontinuidade se faz evidente. Ao fim deste abordamos também a peça Impermanence (2019) de Fernanda Navarro com a finalidade de exemplificar o debate antes exposto.