Hibridismo e idiomatismo na obra Sertões de Almeida Prado: Reflexões e proposta de versão performativa para viola solo.

Autores

  • Catarina Rossi Universidade Estadual de Campinas

Palavras-chave:

Almeida Prado, Viola, Sertões, Rabeca, Performance Musical

Resumo

Este trabalho aborda a performance musical da obra Sertões (1978) para viola solo, de Almeida Prado, investigando seus desafios de exequibilidade e projeção acústica decorrentes da edição original de 1982. O objetivo principal é propor e discutir, através de uma segunda versão, adaptações idiomáticas nos 14 compassos iniciais da peça, visando facilitar sua execução prática e contribuir para a difusão e consolidação da identidade brasileira no repertório violístico. Metodologicamente, a pesquisa ampara-se no conceito de hibridismo cultural de Néstor García Canclini, no sistema transtonal e na poética timbrística de Almeida Prado, bem como nas referências técnico-estéticas da rabeca brasileira. O percurso metodológico estruturou-se a partir de uma análise orientada aliada a um laboratório de experimentação interpretativa. Como resultado, apresenta-se nesta segunda versão, uma proposta para adaptações de dedilhado e estrutura no primeiro bloco sonoro, transferindo a linha melódica para regiões de maior ressonância do instrumento (cordas Sol e Ré) e reconfigurando a nota pedal. Conclui-se que tal abordagem viabiliza uma projeção sonora equilibrada e brilhante, legitimando o papel ativo do intérprete na co-criação e na produção de sentido, em estrita consonância com a própria poética aberta e flexível defendida pelo compositor.

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Publicado

2026-10-24

Como Citar

Rossi, C. (2026). Hibridismo e idiomatismo na obra Sertões de Almeida Prado: Reflexões e proposta de versão performativa para viola solo. ANPPOM. Recuperado de https://anppom.emnuvens.com.br/congresso/article/view/1190

Edição

Subáreas

SA-5. Performance Musical

Formatos