Percursos e impasses na formação docente em música e tecnologias digitais
Adesão, resistência e tensões na pesquisa-ação
Palavras-chave:
Formação docente, Educação musical, Tecnologias digitaisResumo
A interpretação da legislação brasileira que regulamenta o ensino de música na educação regular prevê sua aplicação por docentes não especialistas. A hipótese sugere que o trabalho seja realizado pelo pedagogo nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A partir da observação da rede pública de ensino do município de Barueri-SP, constatou-se que, no 1º e 2º ano, a disciplina é ministrada pelo professor unidocente, dentro do componente curricular Artes, enquanto professores especialistas em música atuam apenas do 3º ao 5º ano. Assim, o presente trabalho reflete sobre os percursos e desafios da pesquisa de mestrado profissional, cujo objetivo é desenvolver uma formação em música e tecnologias digitais com professores da cidade observada. Fundamentada em saberes docentes — conteúdos, metodologias e tecnologias digitais, articulados a uma dimensão ética —, a formação é orientada pelo modelo C(L)A(S)P, em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular e a plataforma Chrome Music Lab. O estudo adota a metodologia de pesquisa-ação, visando compreender o problema e propor mudanças. A coleta de dados inicial, através de questionários, teve baixa participação, apesar das estratégias de comunicação utilizadas. O resultado parcial aponta desmotivação docente frente à formação, revelando um fenômeno multifatorial. Isso reforça a necessidade de professores especializados e habilitados para o ensino de música, a fim de promover práticas pedagógicas eficazes e significativas.