Sinfonia visual na Belle Époque
música, design e arte nas partituras de Manoel Castelo Branco (1867-1926)
Palavras-chave:
Acervo Musical, Exposição museológica, Curadoria, Manoel Castelo BrancoResumo
Este artigo analisa a exposição museológica “Sinfonia Visual na Belle Époque: Música, Design e Arte nas partituras publicadas do compositor paraense Manuel Castelo Branco (1867-1926)”, realizada em 2025 no 51º Encontro de Artes da Universidade Federal do Pará (ENARTE51), promovido pela Escola de Música da UFPa, sob a perspectiva de seu papel como um agente epistêmico. Busca-se apresentar como a estratégia curatorial empregada foi capaz de transformar um acervo musical histórico em um corpo de conhecimento acessível e gerador de insights significativos para o público. Para tanto, aplicamos o modelo “4Cs", de Rogers (2024), pautado nos seguintes aspectos: Transmissível (Conveyance), Contextual (Contextual), Contributivo (Contributive) e Crítico (Critical). Conclui-se que a exposição demonstrou potencial para transcender a simples transmissão de informações sobre o compositor Manuel Castelo Branco e o período da Belle Époque paraense, conseguindo, de forma ativa, contextualizar as obras em seu tempo e espaço, contribuir com novas perspectivas interpretativas sobre o patrimônio musical e fomentar o pensamento crítico dos visitantes sobre a intersecção entre arte, história e sociedade.