Música, diferença e identidade na Nação Zamberacatu: reflexões sobre confluências e refluências em território simbólico

Autores

  • KLEBER DA SILVA MOREIRA ufrn

Palavras-chave:

Zamberacatu, Identidade, Diferença, Etnomusicologia, ancestralidade

Resumo

O presente trabalho é um excerto da minha pesquisa de mestrado, propõe uma reflexão sobre a construção de identidades junto aos integrantes da Nação Zamberacatu, com base na articulação entre música, ancestralidade e diferença. A partir de dados levantados em questionário aplicado aos integrantes do grupo entre os anos de 2023 e 2024, com o intuito de realizar um cadastro dos mesmos, identifica-se uma diversidade significativa de perfis, trajetórias e motivações que levam as pessoas a fazerem parte de uma Nação de Maracatu. Ainda assim, a Nação consegue produzir um sentido coletivo de pertencimento através da experiência musical. Para compreender essa dinâmica, este trabalho dialoga com a etnomusicologia de Bruno Nettl (2003), e seu entendimento de que as músicas de uma cultura não devem ser entendidas como homogêneas ou fixas.; a análise de Louise Meintjes (2003) sobre a construção de uma identidade Zulu a partir de processos fonográficos; e com as perspectivas de Stuart Hall (2003) e Antonio Bispo dos Santos (2015) sobre cultura, identidade e território. Neste trabalho, constatamos que a diferença dentro da Nação Zamberacatu é elemento constitutivo do seu modo de existir. O que a sustenta como coletivo é a capacidade de articular sujeitos diversos em torno de um fazer comum, que é ancestral, político e musical.

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Publicado

2026-04-18

Como Citar

DA SILVA MOREIRA, K. (2026). Música, diferença e identidade na Nação Zamberacatu: reflexões sobre confluências e refluências em território simbólico . ANPPOM. Recuperado de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/408