Covers de game music como trabalho

plataformização, autoexploração e subjetividade neoliberal no YouTube

Autores

  • Schneider Ferreira Reis de Souza

Palavras-chave:

Game music, Trabalho Musical, Plataformização, YouTube, Subjetividade Neoliberal

Resumo

Este artigo analisa a produção de covers de game music no YouTube como forma de trabalho musical plataformizado. Parte-se da constatação de que essa prática é frequentemente compreendida pelos próprios artistas como hobby, paixão, homenagem aos jogos ou participação em uma cultura de fãs. Essa dimensão afetiva, embora constitutiva da prática, dificulta o reconhecimento de sua forma objetiva como trabalho quando a produção passa a buscar visibilidade, sucesso e remuneração. Em termos metodológicos, o artigo parte de pesquisa etnográfica realizada entre 2013 e 2025, com observação participante online e offline. O recorte aqui apresentado é composto pelos dados produzidos durante observação participante realizada no YouTube e em comunidades online de fãs de game music. A análise demonstra que a plataforma reorganiza a atividade musical por meio de métricas, monetização instável, frequência de publicação, retenção de público, controle de direitos autorais automatizado e expectativas de crescimento. Com isso, práticas inicialmente marcadas por vínculos afetivos passam a ser atravessadas por exigências de produtividade, multifuncionalidade, adaptação algorítmica e autoexploração.

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Publicado

2026-10-20

Como Citar

Ferreira Reis de Souza, S. (2026). Covers de game music como trabalho: plataformização, autoexploração e subjetividade neoliberal no YouTube . ANPPOM. Recuperado de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/571

Edição

Subáreas

ST-14. O trabalho no campo da música no Brasil

Formatos