Cantar, escutar e regular-se: autorregulação no ensaio coral como caminho para promoção de bem-estar
Palavras-chave:
Canto Coral, Autorregulação, Bem-Estar, Promoção de Saúde, Aprendizagem MusicalResumo
Este artigo discute de que modo processos autorregulatórios presentes no ensaio de canto coral podem contribuir para experiências de promoção de saúde e bem-estar. Parte-se da compreensão de que o canto coral, além de prática musical coletiva, constitui um espaço de convivência, escuta, atenção, pertencimento, manejo da exposição vocal e construção de confiança. Por meio de revisão bibliográfica de caráter narrativo e reflexão teórico-prática, o texto articula contribuições da Teoria Social Cognitiva de Bandura, do modelo cíclico de autorregulação de Zimmerman e de estudos sobre canto coletivo, saúde e bem-estar. A análise organiza-se em torno de cinco eixos: escuta de si e do outro; respiração, corpo e presença; feedback, erro e autoeficácia; motivação, pertencimento e agência coletiva; e transposição de aprendizagens autorregulatórias para a vida cotidiana. Conclui-se que o canto coral pode favorecer experiências de bem-estar quando o ensaio é conduzido como ambiente musical, social e formativo, no qual os participantes aprendem não apenas repertórios, mas modos de regular atenção, emoção, esforço, escuta e relação com o grupo.