“Mi vendica!”
a representação da mulher indígena e as estratégias composicionais na ópera Jupyra, de Francisco Braga
Palavras-chave:
Ópera Jupyra, Francisco Braga, História da música brasileira, Estudos de gênero, Análise musicalResumo
Esta comunicação é parte de uma pesquisa em andamento sobre a ópera em um ato Jupyra (1899), de Francisco Braga, com libreto de Escragnolle Doria. O objetivo da pesquisa é analisar o libreto de Doria em relação ao conto Jupira (1871), de Bernardo Guimarães, no qual foi baseado, assim como analisar as relações de gênero na construção das personagens e as estratégias composicionais de Braga para a representação do drama. O foco principal é a personagem Jupyra, que tanto no conto quanto no libreto é uma mulher indígena, verificando como sua personagem e seus atos são musicalmente representados através de motivos musicais e pela harmonia empregada por Braga. Para alcançar tais objetivos, consideramos o que outras(os) pesquisadoras(es) já concluíram sobre a obra e seu autor, como Maria Alice Volpe (2001). Realizamos uma análise literária do libreto e uma análise musical baseada em conceitos desenvolvidos por Arnold Schoenberg (1993; 1999). Para a análise, utilizamos cópia da partitura editada pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, gentilmente cedida pelo seu Centro de Documentação Musical. A pesquisa insere-se em uma linha de estudos da musicologia que busca relacionar aspectos musicais e contextuais e as maneiras pelas quais as mulheres foram representadas na história da ópera, como realizado por Susan McClary no livro Carmen de Georges Bizet (2020). Buscamos, com isso, contribuir para o campo que relaciona a musicologia, os estudos de gênero e perspectivas feministas, acrescentando ao campo de estudos uma abordagem sobre uma ópera brasileira.
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Referências
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