“Meu canto vai na frente anunciando meu lugar”

práticas musicais como tecnologias de sobrevivência da negritude na Paraíba

Autores

Palavras-chave:

Performance artístico-musical, Música afrodiaspórica, Música negra, Música da Paraíba

Resumo

Este trabalho focaliza as práticas artístico-musicais de Elon e Laiz de Oyá, dois artistas em destaque no cenário cultural paraibano, no contexto da análise de práxis musicais enquanto território de manifestação identitária e mecanismo de preservação cultural da negritude. O material apresentado, derivado de uma pesquisa desenvolvida durante o mestrado na linha de [Informação omitida para avaliação cega] na área de Etnomusicologia do Programa de Pós-graduação em Música da [Instituição omitida para avaliação cega], fundamenta-se principalmente em obras relativas à importância das manifestações como espaço de preservação, transmissão e reinvenção de saberes ancestrais (MARTINS, 1997, 2003); no conceito de escuta musical estereomoderna e rede coletiva de sentimentos que conecta a afrodiáspora (JAJI, 2014); e nas referências de cosmopercepção cíclica, renovação e remodelação cultural de povos afrodiapóricos (PRANDI, 2001, ROCHA, 2020). Sob este prisma, a análise auto etnográfica das práxis musicais dos artistas possibilitou o destaque de similaridades e trasnversalidades que atravessam suas performances, achados que se conectam com estudos e escritos afrocentralizados sobre a importância do musicar e do som não apenas como força expressiva, mas também técnica sociocultural de preservação de memórias sociais de um indivíduo/coletivo negro em uma sociedade racializada (STEINSKOG, 2018; SILVA et al., 2019). Dessa maneira, o estudo nos permite concluir que as práticas musicais destacam-se como um importante pilar tecnológico de sobrevivência epistemológica da negritude paraibana, configurando-se como um espaço articulado e capilar de troca de saberes contra-hegemônicos e antirracistas nos diferentes territórios da afrodiáspora.

 

Palavras-chave. Performance artístico-musical; Música afrodiaspórica; Música negra; Música da Paraíba.

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Biografia do Autor

Eurides, Universidade Federal da Paraiba

Eurides de Souza dos Santos, mulher negra, natural de Amélia Rodrigues, Bahia/Brasil.
Possui licenciatura em música pela Universidade Federal de Pernambuco; mestrado e
doutorado em Música/Etnomusicologia pela Universidade Federal da Bahia, com doutorado
sanduíche pela Queen’s University of Belfast (Irlanda/UK). Professora Titular da
Universidade Federal da Paraíba, onde ministra disciplinas e orienta trabalhos na Graduação
e na Pós-Graduação em Música. Coordena e desenvolve pesquisas em Etnomusicologia, com
foco nas culturas populares e afrodiaspóricas. É membra do International Council for
Traditional Music (ICTM) e membra da Associação Brasileira Pesquisadores/as Negros/as
(ABPN). Foi Presidente da Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET) de 2011-2013.
Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Música da UFPB de 2019-2021. Em 2020,
criou o Coletivo M anamuzi i, formado por pessoas negras pes uisadoras em música, com o
ob etivo de atuar no combate aos racismos nos cursos de música do Brasil. Em 2022,
participou da organização e publicação do livro “Música e Pensamento Afrodiaspórico”, pela
série Pesquisa e Música da ANPPOM.
http://lattes.cnpq.br/0945222017075398

Referências

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ELON. Entrevista a Manuela Azevedo Correia de Lima. João Pessoa, 13 de maio de 2025. Vídeoconferência. 1h e 42min. Não publicada.

LAÍZ DE OYÁ. Entrevista a Manuela Azevedo Correia de Lima. João Pessoa, 06 de junho de 2025. Vídeoconferência. 1h e 19min. Não publicada.

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Publicado

2026-10-24

Como Citar

Lima, M., & de Souza Santos, E. (2026). “Meu canto vai na frente anunciando meu lugar”: práticas musicais como tecnologias de sobrevivência da negritude na Paraíba. ANPPOM. Recuperado de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/993

Edição

Subáreas

ST-16. Música e Pensamento Afrodiaspórico

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