Ensino superior em música

ingresso, permanência e formação de um discente autista

Autores

  • Antonio Pádua Sales Costa UEPA
  • Ana Maria Souza Universidade do Estado do Pará
  • Carlos Augusto Ribeiro Furtado

Resumo

Este artigo analisa o processo de democratização do acesso e as dinâmicas de permanência e formação de um discente com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Curso de Licenciatura Plena em Música. O objetivo do estudo é contribuir com a literatura da área ao apontar as possíveis lacunas na educação musical no ensino superior, investigando as barreiras atitudinais e os anseios de conhecimento a partir da escuta de um egresso. Teoricamente, a discussão ancora-se nas perspectivas de Baptista e Jesus (2009) sobre os avanços nas políticas de inclusão, bem como nas reflexões de Rocha e Lima (2018) acerca da desmistificação do sentido de inclusão no ensino superior. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo estudo de caso, fundamentada nos pressupostos de Yin, amparada em análise documental e relatos de experiência sob as perspectivas da gestão, da docência especializada e do discente. O estudo problematiza as barreiras do sistema de seleção unificado (ENEM) em contraste com a eficácia de processos seletivos especiais fundamentados em políticas de equidade. Os resultados evidenciam que, embora houvesse amplo suporte institucional da administração superior, emergiram barreiras pedagógicas e atitudinais em disciplinas de caráter eminentemente textual. Em contrapartida, o desempenho do discente em componentes práticos de complexidade, demonstrou o potencial das metodologias ativas e da linguagem musical como mediadoras de inclusão. Conclui-se que a inclusão plena exige não apenas a garantia da vaga, mas a formação continuada do corpo docente e a flexibilização curricular, visando superar modelos normativos de avaliação

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Biografia do Autor

Ana Maria Souza, Universidade do Estado do Pará

Biografia

Doutora em Música, na área de Educação Musical (UFBA,2015) com estágio de doutorado na TUFTS University (BO), Mestrado em Música, área de Educação Musical (UFBA,2000). Especialista em Regência Coral (UFBA,2022). Especialista em Fundamentos da Linguagem Musical (UEPA,1995) Bacharel em Administração de empresas pelo Centro de Estudos Superiores do Estado do Pará (1980). Formada em piano pelo Conservatório Carlos Gomes, concorrente como docente de teoria musical e piano de 1979 a 1988. Professora adjunta do Curso de Licenciatura Plena em Música (UEPA) e atuosa na cooperativa do Curso de 2021 a 2023. Professora do Programa de Pós-graduação em Música da Amazônia (PPGMUSA /UEPA), na linha Formação e ministra a disciplina Fundamentos teóricos e práticos da Educação Musical aplicados a diferentes contextos (humanos e institucionais). Aposentada da Escola de Música da UFPA onde atuou como professora e gestora (1981-2007), e foi também regente fundadora do Grupo Vocal Vox Brasilis e Cantores Contemporâneos. Está como Regente do Projeto de extensão Madrigal (PROEX/ UEPA) desde 2016. Trabalha com Direção Musical, arranjos vocais, atuando principalmente nas áreas de: Canto coral, Piano, Educação Musical, Coral cênico, Regência Coral, Música Popular (MPB, MPP). Pesquisadora e líder do Grupo de Pesquisa em Educação Musical, Memórias e Artes na Amazônia-GEMMA. Atualmente coordena o Projeto de Pesquisa Práticas musicais de canto coral, percussão, flauta doce ou teclado nas escolas de Educação Básica, universidades ou espaços educacionais como ferramenta pedagógica de ensino eficaz da música.

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Publicado

2026-10-24

Como Citar

Sales Costa, A. P., Sales Costa, A. P., & Ribeiro Furtado, C. A. (2026). Ensino superior em música: ingresso, permanência e formação de um discente autista. ANPPOM. Recuperado de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/1045

Edição

Subáreas

ST-1. Educação Musical Especial e Interseccionalidade: Dimensões Humanas e Acessibilidade nas Mediações Tecnológicas

Formatos