Territorialidade e hip-hop em Natal/RN:
a música como prática de reexistência entre jovens periféricos.
Palavras-chave:
Hip-hop; Formação musical; Territorialidade.Resumo
Esta comunicação trata-se de um um recorte de dissertação de mestrado em Música que contemplou a relação entre a dimensão formativo-musical e os processos de territorialização da Batalha do Nova, uma manifestação cultural urbana situada na Zona Norte de Natal/RN, entendendo como o uso do espaço público se configura como um instrumento para fortalecer o pertencimento de sujeitos periféricos em seus locais. Assim, neste texto, um dos objetivos é investigar a territorialização do espaço de uma praça pública, pelo hip-hop, como prática de de "r-existência" e afirmação local. Como aporte teórico, o conceito de multiterritorialidade (Haesbaert, 2004), as categorias de "pedaço" (Magnani, 2013; 2016), de "musicking" (Small, 1998) e outras perspectivas sobre o hip-hop como prática essencialmente territorializada, corroboram para a compreensão performance artística do movimento enquanto atividade sociocultural e política que articula e produz territorialidades. Na metodologia, o estudo baseia-se em uma perspectiva etnográfica de análise e inserção, ressaltando que uma praça pública se transforma em arena de significados e saberes urbanos, onde o hip-hop se desenvolve de modo formativo-musical, como dispositivo de afirmação, resgate e produção de território.