Neoclassicismo de Brenno Blauth e o Pós-modernismo de Almeida Prado nas suas Sonatas para Viola e Piano
Keywords:
Pós-modernismoAbstract
Esta pesquisa tem como objetivo principal apresentar duas sonatas brasileiras para viola de piano que representam exemplos do estilo neoclássico e pós-moderno no gênero no século XX. Após um levantamento dessas obras compostas a partir de 1950, Brenno Blauth (1931-1993) e Almeida Prado (1943-2010) se destacam pela forma que exploraram, cada um à sua maneira, as diversas possibilidades sonoras do duo. Na Sonata T.22 (1964), Blauth se utiliza de uma escrita neoclássica permeada pelo nacionalismo, com destaque ao uso de toda tessitura (ou extensão) da viola. A obra trata os instrumentos de acordo com a tradição musical, sem utilizar quaisquer efeitos especiais ou técnicas estendidas em ambos os instrumentos. Já na Sonata nº1 (1983), Almeida Prado não se utiliza de elementos nacionais e se expressa através de uma escrita pós-moderna caracterizada pela exploração das ressonâncias. A metodologia contou com uma revisão bibliográfica da literatura voltada para viola e piano no Brasil, a realização de um levantamento de sonatas brasileiras para viola de piano compostas a partir de 1950 e análises estilísticas das sonatas selecionadas. Assim, foi possível concluir que as sonatas para viola e piano de Blauth e Almeida Prado representam a diversidade, inovação e a riqueza estilística do gênero no Brasil por demostrar exemplos claros de neoclassicismo e pós-modernismo no repertório para o duo, respectivamente.