Maestra Dinorá de Carvalho e a Orquestra Feminina de São Paulo: memória, protagonismo e apagamento histórico
Keywords:
Dinorá de Carvalho, Maestras, Orquestra Feminina, Apagamento histórico, Protagonismo femininoAbstract
Este artigo examina a atuação da maestra Dinorá de Carvalho (1895–1980) à frente da Orquestra Feminina de São Paulo, discutindo as condições de emergência, o protagonismo e o posterior apagamento histórico dessa formação pioneira. Embora reconhecida como compositora, pianista e educadora, sua contribuição como regente ainda é pouco explorada. Fundada na década de 1930, a Orquestra Feminina foi a primeira da América do Sul composta exclusivamente por mulheres, representando um marco na inserção feminina na música de concerto. A pesquisa adota abordagem histórica e documental, com base em recortes de jornais da época, programas de concerto e fontes secundárias. A análise revela aspectos do funcionamento da orquestra, repertório e recepção crítica, além dos mecanismos que levaram à sua invisibilização. Resgatar a atuação de Dinorá como regente contribui para uma memória musical mais inclusiva, reconhecendo o protagonismo feminino historicamente silenciado.