Fidelidade ao texto versus reelaboração idiomática
uma análise de duas reelaborações para piano do Estudo No. 6 para violão de Heitor Villa-Lobos
Palabras clave:
Reelaboração musical, Transcrição, Arranjo, Adaptação idiomática, pianoResumen
Partindo das práticas de reelaboração musical definidas por Pereira (2011), este trabalho investiga os procedimentos empregados pelos pianistas José Vieira Brandão e Julija Bal em suas reelaborações para piano do Estudo n. º 6 para violão de Heitor Villa-Lobos, integrante da coleção Doze Estudos para Violão (1929). A pesquisa busca compreender em que medida essas versões mantêm fidelidade ao texto original e de que forma os reelaboradores realizam adaptações idiomáticas, a partir de uma análise comparativa entre as soluções encontradas por ambos. Os resultados indicam que ambas as versões configuram soluções híbridas entre transcrição e arranjo, combinando momentos de maior proximidade ao texto original e intervenções em aspectos estruturais e ferramentais da obra, com o objetivo de explorar as potencialidades do piano. Embora partam do mesmo material de origem, Vieira Brandão e Bal adotam estratégias distintas de reelaboração, produzindo novas leituras que refletem suas respectivas concepções musicais e experiências pianísticas.