Representatividade feminina no contrabaixo de orquestra
Palabras clave:
Representatividade feminina, Mulheres nas orquestras, Contrabaixo de orquestra, Música erudita, Igualdade de gêneroResumen
A participação feminina na música erudita foi historicamente limitada por normas sociais que restringiam seu acesso a espaços públicos e instrumentos considerados inapropriados. Os impactos desta restrição continuam visíveis e podem ser observados na pequena porcentagem de musicistas que tocam instrumentos graves, grandes e, por muitas vezes, associados à figura masculina, nas orquestras profissionais brasileiras. A partir desta observação, busca-se compreender a razão desta escassez nos naipes de contrabaixo, tomando como base a experiência de vida de três mulheres contrabaixistas de diferentes gerações. A análise comparativa foi feita a partir de entrevistas semiestruturadas e suas falas foram relacionadas com a bibliografia levantada, procurando fundamentar e expor alguns dos motivos para a carência de mulheres contrabaixistas, sendo alguns deles os papéis de gênero debilitantes, pressuposições associadas a capacidade e habilidade, e a própria falta de representatividade.