“Caritas” de Silvia Berg:

uma releitura da obra homônima de Hildegard von Bingen.

Autores/as

  • Kismara Pessatti Universidade de São Paulo USP
  • Yuka de Almeida Prado Universidade de São Paulo
  • Silvia Cabrera Berg Universidade de São Paulo (USP)

Palabras clave:

Hildegard von Bingen, Silvia Berg, Performance vocal, Performance musical, Mulheres compositoras, Mulheres e música, Relação texto-música

Resumen

Este artigo faz parte da tese de doutorado em andamento... que pesquisa a relação texto-música nas obras de Hildegard von Bingen (1098 -1179) e sua releitura contemporânea nas obras vocais (com textos de Hildegard) da compositora Silvia Berg (*1958). Berg compôs primeiramente para marimba e voz, posteriormente transcrita para piano e voz, e em ambas as versões de Berg é mantida a estrutura composicional de Hildegard em sua relação texto-música, através das texturas instrumentais e vocais, criando camadas de significação entre texto e música. Neste artigo, analisamos as decisões performáticas de “Caritas” de Silvia Berg , em sua releitura contemporânea da obra homônima de Hildegard, que escreveu sobre a caridade. A obra selecionada foi gravada em CD..., pelo selo... de Londres em 2019. Esta gravação é a base das decisões performáticas da obra. Confirmamos assim a contemporaneidade das ferramentas composicionais no discurso de Hildegard, proferido há quase mil anos.

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Biografía del autor/a

Kismara Pessatti, Universidade de São Paulo USP

Kismara Pezzati (Pessatti)
Mezzosoprano

Com sólida carreira internacional, a cantora lírica Kismara Pezzati se apresentou sob a batuta de grandes maestros como Sir Simon Rattle, Nikolaus Harnoncourt, Lorin Maazel, Nello Santi, Vladimir Fedoseyev, Marek Janowski, Vladimir Jurowski, Kirill Petrenko, François Xavier-Roth, Luiz Fernando Malheiro, Markus Stenz, Helmuth Rilling, Thomás Adès e Ligia Amadio.
Seu amplo repertório engloba obras desde o século XII até estreias mundiais do século XXI, seja em ópera ou repertório de concerto sinfônico e camerístico, levando-a a apresentar-se em diversos países como Portugal, Suíça, Brasil, Japão, Alemanha, Uruguay, França, Venezuela, Itália, Bolívia, Holanda, Inglaterra, Luxemburgo e Espanha, tendo colaborado com orquestras como, entre muitas outras, a Filarmônica de Berlim, Orquestra de Câmara de Genebra, Orquestra Filarmônica da Rádio Holandesa, Orquestra Sinfônica da Rádio de Berlim, Gürzenich Orchester de Colônia, e Orquestra Filarmônica de Montevideo.
Entre os principais palcos onde se apresentou, vale ressaltar Berliner Philharmonie, Concertgebouw de Amsterdam, Royal Festival Hall de Londres, Bunkamura Orchard Hall Tokio, Opera de Colônia, Opera de Zurich, Festival Amazonas de Opera, Liederhalle Stuttgart, Teatro del Liceu de Barcelona, Teatro Municipal de São Paulo, Tonhalle Zurique, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro La Fenice de Veneza, Theatro São Pedro (SP), Festspielhaus Baden-Baden, Palácio das Artes, Konzerthaus Berlin, Philharmonie de Paris, Elbphilharmonie de Hamburgo, Teatro Solís de Montevidéu, entre outros.

 

Há diversos registros de sua carreira, ao todo nove CDs e seis DVDs de concertos e produções operísticas. Entre eles destacam-se seu CD solo Hildegard Now & Then, em parceria com a Prof. Dra. Silvia Berg – além da transmissão ao vivo à televisão holandesa e gravação ao vivo direto do Concertgebouw de Amsterdam quando transmissão da 1. Sinfonia de Karl Amadeus Hartmann.
Paralelamente, a escrita sempre fez parte da vida da artista, mas esta atividade se tornou pública apenas em 2017, quando ela criou seu primeiro espetáculo solo, Feminino Céu e Terra. Para este programa, Kismara iniciou seus estudos sobre Hildegard von Bingen, assim como sua estreou como roteirista e diretora. Em 2024, surge FEMINA, onde assinou roteiro, direção, atuação, e até uma composição, além de ser autora de metade dos textos musicados pela Prof. Dra. Silvia Berg (a outra metade são textos de cartas de Hildegard von Bingen). O monólogo musical é apresentado em 7 idiomas ao lado de André Dos Santos. Seu estilo de escrita intimista é apresentado em poemas, contos, canções e libretos - em português, espanhol, inglês e alemão.
Kismara iniciou seus estudos de teatro e canto lírico em Curitiba (Brasil), onde nasceu, seguido do seu mestrado em performance em Berlim (Hochschule für Musik Hanns Eisler) e da especialização em performance de ópera na Operastudio da Ópera de Zurique. Depois de ter sido convidada ao corpo fixo solista da Ópera de Zurique, onde permaneceu por cinco temporadas, levantou vôos mais longínquos e internacionais como artista convidada, e fixou residência em Zurique. Suas principais mentoras foram Norma Sharp, Ruth Rohner e finalmente Grace Bumbry.
Desde 2023 Kismara assina artisticamente com o sobrenome Pezzati, para homenagear seus antepassados italianos, quando descobriu que era esta a grafia original de seu sobrenome Pessatti. Como cantora, segue sua carreira solista, tendo se apresentado na estreia mundial de Young King de Lucas Galón, uma parceria da USP Ribeirão Preto e o Instituto Alma; no Teatro Solís de Montevideo, onde deu vida à Zita de Gianni Schicchi (Puccini); e com a OSBA sob a batuta de Carlos Prazeres com repertório de Bach. Em 2025, no Brasil a cantora apresenta o FEMINA no Festival de Juiz de Fora. Em Hamburgo, na Alemanha, é a solista de El Amor Brujo de Manuel De Falla, e em Zurique apresenta a estreia de leitura aberta de seu novo libreto “Juana, la loca” na Galeria Calabro em Zurique.
Depois de 25 anos radicada na Europa, a artista e pedagoga retorna ao Brasil em 2024 para liderar a Academia de Ópera do Theatro São Pedro em São Paulo, assim como tem ministrado Masterclasses na UFPB (Universidade Federal da Paraíba), UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), UEA (Universidade Estadual do Amazonas), EMESP (Escola de Musica do Estado de São Paulo), USP (Universidade de São Paulo) nos campos de São Paulo e Ribeirão Preto, e UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora.
A artista multidisciplinar e pesquisadora também é doutoranda em musicologia pela ECA-USP em São Paulo sob orientação da Prof. Dra. Silvia Maria Cabrera Berg, onde aprofunda sua pesquisa sobre a polímata Hildegard von Bingen e suas congruências com a pedagogia vocal atual, e com a música contemporânea feminina.

Publicado

2026-04-19

Cómo citar

Pessatti, K., de Almeida Prado, Y., & Cabrera Berg, S. (2026). “Caritas” de Silvia Berg:: uma releitura da obra homônima de Hildegard von Bingen . ANPPOM. Recuperado a partir de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/109