Perspectivas revolucionárias em educação musical como instrumento terapêutico
Resumen
Ao analisarmos a lógica de produção moderna e as relações sociais que se estabelecem nela, é perceptível que, em grande parte, a mesma se estrutura em lógicas de dicotomização da realidade, na morte simbólica e física de, respectivamente, culturas e sujeitos. A Educação Musical, ao passo que está inserida nesse modus de produção, torna-se refém dos interesses do Capital, alinhando sua prática aos interesses da classe dominante. Todavia, quando percebe-se que a prática pedagógico-musical possui um potencial terapêutico, ou seja cria possibilidade de vida, de encontro, de transformação e de conhecimento tanto do ser como da realidade em que vive, ela se torna ferramenta para a luta Anticapitalista. Partindo das vivências construídas no Grupo de Estudos Chiquinha Gonzaga, que é um grupo de ensino coletivo de teclado, localizado no ICA (Instituto de Cultura e Arte) da UFC (Universidade Federal do Ceará), o presente artigo vem propor perspectivas epistemológicas e metodológicas pautadas na educação musical como ferramenta terapêutica e anticapitalista, portanto, revolucionária.