Da imaginação ao gesto

aproximações entre a ecologia sonora e a performance musical

Autores/as

  • William Teixeira da Silva UFMS

Palabras clave:

Ecologia Sonora, Performance musical, Improvisação musical, arte sonora, ecossistemas de performance

Resumen

O artigo propõe um reposicionamento da prática performativa musical a partir da valorização da imaginação e da escuta, articulando referências da ecologia sonora e da filosofia da imagem. Propõe-se um crítica a abordagens interpretativas centradas na dicotomia entre sujeito (intérprete) e objeto (música), compreendendo essa relação a partir de um paradigma ecológico, definido o meio sonoro como imagem relacional entre os entes expressivos. Com base em autores como Susanne Langer, Richard Schechner, Erika Fischer-Lichte e Eugenio Barba, o texto defende que o performer não apenas executa, mas cria mundos sensíveis. A noção de milieu (meio) sonoro, desenvolvida por Makis Solomos a partir de Gilbert Simondon, em contato com as três ecologias de Félix Guattari, é central para compreender a performance como co-produção entre corpo, som e ambiente. A teoria da imagem de Gilbert Simondon, com suas quatro fases — motora, perceptiva, simbólica e inventiva —, oferece fundamentos para pensar a imaginação como motor de invenção no processo performativo. Por fim, o conceito de acoustinaire, de Roberto Barbanti, e a ideia de sonic thinking, de Salomé Voegelin, consolidam uma concepção da escuta como prática estética, epistêmica e ética, fundamental para a emergência de uma performance musical sensível, política e inventiva.

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Publicado

2026-04-18

Cómo citar

Teixeira da Silva, W. (2026). Da imaginação ao gesto: aproximações entre a ecologia sonora e a performance musical. ANPPOM. Recuperado a partir de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/254

Número

Sección

ST 07 - Ecologia sonora e criação musical

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