O intervalo singular como articulador da funcionalidade harmônica

Autores/as

Palabras clave:

Análise musical, Análise harmônica, Harmonia funcional, Modalismo

Resumen

Este trabalho investiga o papel do intervalo singular — definido na escala diatônica como o intervalo de trítono — na articulação da funcionalidade harmônica em contextos modais. O trítono, por sua raridade e capacidade de fornecer referências intervalares, é crucial na percepção de centros tonais e hierarquias funcionais. A pesquisa critica a noção convencional de que os modos naturais seriam destituídos de progressão ou funcionalidade harmônica. A partir dos conceitos de funcionalidade intervalar e altura característica, o trabalho identifica, em cada modo, pares de acordes contendo essa altura-chave, constituindo assim a função Dominante. Conclui-se que a funcionalidade harmônica não é exclusiva do sistema tonal maior-menor, mas pode ser compreendida como um fenômeno intervalar e contextual mais amplo, sendo o trítono o agente principal na definição da função harmônica nos modos naturais.

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Biografía del autor/a

Max Kühn Barcellos da Rocha, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Max Kühn é carioca e compositor. Cursou o bacharelado em composição da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro na classe do prof. Dr. Liduino Pitombeira. Sua dissertação de mestrado estudou a obra de Tom Jobim (Arquétipos de Voice Leadings a harmonia de Antonio Carlos Jobim: uma abordagem através da teoria das classes de condução de vozes parcimoniosas) defendida no Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ sob orientação do prof. Dr. Carlos Almada, onde atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado.

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Publicado

2026-04-18

Cómo citar

Gentil Nunes Filho, P., & Kühn Barcellos da Rocha, M. (2026). O intervalo singular como articulador da funcionalidade harmônica . ANPPOM. Recuperado a partir de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/266

Número

Sección

SA-7. Teoria e Análise Musical

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