Educação Musical Especial:
A 13ª Diretriz para currículos criativos e inovadores em música
Palabras clave:
Educação Musical Especial,, Currículo Inovador, Currículo CriativoResumen
Este artigo propõe a Educação Musical Especial (EME) como a 13ª diretriz fundamental para a construção de currículos musicais decoloniais, criativos e inovadores, expandindo a proposição de Queiroz (2023), apresentada no texto “Currículos Criativos e Inovadores em Música: Proposições Decoloniais”. Diante do cenário replicado de colonialidade musical, racismo estrutural e exclusão de saberes e pessoas que ainda contribuem para a formação musical no Brasil, e reconhecendo a amplitude e a necessidade das 12 diretrizes apresentadas por Queiroz (2023), argumentamos que a urgência da inclusão de pessoas com deficiência na educação musical exige uma abordagem pedagógica aproximada e adaptada à sua condição. A EME emerge não apenas como uma área de atuação, mas como um imperativo ético e epistemológico para a desconstrução de noções hegemônicas de normalidade e habilidade musical, oferecendo um campo fértil para a promoção da alteridade e do reconhecimento da dignidade humana. Exploramos como se dá a participação plena de pessoas público-alvo da Educação Especial e defendemos que seus modos de fazer e vivenciar a música - através de práticas educativas que valorizam a diversidade e a singularidade dos indivíduos - podem subverter a lógica reprodutora do modelo disciplinar estruturado e sempre replicável. Esta diretriz enfatiza a necessidade de currículos que se abram para a pluriversalidade das experiências musicais, promovendo o ensino e aprendizagem e garantindo o direito à música para todas as pessoas por meio de adaptações razoáveis, acessibilidade e valorização intrínseca das diversas formas de preencher uma lacuna crítica no conjunto de diretrizes educacionais existentes.