A recepção da música de Anton Webern na vanguarda do pós-Guerra

apoteose ou renúncia da dominação da natureza musical?

Autores/as

  • Paulo Cerruti de Arruda Sampaio Universidade de São Paulo

Palabras clave:

Anton Webern, Escola de Darmstadt, John Cage, Theodor Adorno, Expressão musical

Resumen

Na década de 1950, a obra tardia do compositor austríaco Anton Webern serviu de ponto de partida para dois projetos estéticos diametralmente opostos. Para Herbert Eimert, Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen, associados à Escola de Darmstadt, Webern serviu de modelo para a intensificação do controle composicional sobre os diferentes parâmetros do som. Já para John Cage, figura central da Escola de Nova Iorque, Webern anunciava a possibilidade de uma experiência do som enquanto pura natureza, intocado pela intenção composicional. No que se segue, explicitamos esse contraste entre a recepção europeia e a norte-americana da música de Webern. Além disso, mostramos que a interpretação de sua obra desenvolvida pelo filósofo Theodor Adorno nos ajuda a compreender como os compositores do período puderam tirar dela consequências tão distintas. Tendo como base o conceito de dominação da natureza e uma compreensão dialética da relação entre técnica e expressão, concluímos que a música de Webern se vale do controle composicional do material (prezado por Boulez e Stockhausen) para chegar a uma imagem da natureza sonora intocada (prezada por Cage). Ambos os lados se apropriam de Webern de modo plausível, porém unilateral, destacando somente os aspectos mais adequados aos respectivos projetos estéticos.

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Publicado

2026-04-18

Cómo citar

Cerruti de Arruda Sampaio, P. (2026). A recepção da música de Anton Webern na vanguarda do pós-Guerra: apoteose ou renúncia da dominação da natureza musical?. ANPPOM. Recuperado a partir de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/347