Sobre uma convergência entre composição escrita e improvisação não-idiomática
em direção a uma escuta escritural
Palabras clave:
Escritura, Improvisação, Composição, Escuta, Processos criativosResumen
Este trabalho propõe uma transversalidade acerca do conceito de escritura, pensado através de Adorno (2018; 2020) e Ferneyhough (1995a; 1995b), com a improvisação não-idiomática entendida a partir de Bailey (1993) e Costa (2016). Esta aproximação é realizada sobretudo através de um critério de escuta, i.e., da experiência de escuta intentada por tais formas artísticas. Proporemos uma aproximação entre os horizontes de experiência aural do projeto escritural e da improvisação não-idiomática através de convergências entre a dialetização entre estrutura e som compartilhada por ambos, tendo como marca maior uma processualidade contínua. Intentamos, com isso, jogar luz sobre o projeto escritural enquanto projeto de escuta e apontar ainda para um caráter desta escuta, que denominamos aqui de escuta estrutural dialética. Por fim, sugeriremos a centralidade desse modo de escuta à dinâmica improvisacional interna ao não-idiomatismo.