Família Wanderley nas bandas militares da Bahia (1910-1935)
Palabras clave:
Maestro Wanderley, Bandas Militares, Musica PopularResumen
Este trabalho analisa a atuação dos maestros João Antônio Wanderley e seu filho, Claudionor Wanderley entre 1910 e 1935. Ambos lideraram bandas militares — da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros da Bahia respectivamente— e atuaram em diversos espaços sociomusicais, como teatros, retretas, festas cívicas, fonogramas e cinemas. A hipótese sustentada é que essas bandas não foram apenas instrumentos de propaganda estatal, mas também meios de expressão popular em um contexto marcado pelo projeto de embranquecimento da Primeira República (COUTO, 2010). A metodologia combina análise hemerográfica, iconográfica, fonográfica e musicográfica, com base no paradigma indiciário (GINZBURG, 1989; CASTAGNA, 2024) e numa hermenêutica da memória ferida (RICOEUR, 2020). Foram examinadas partituras do acervo Impressão Musical na Bahia, fonogramas da Casa Edison e periódicos como Careta, Excelsior e Renascença da Bahia. Os resultados indicam que os Wanderleys contribuíram para a consolidação de repertórios híbridos em Salvador (BA) — como sambas, maxixes e canções-chôro — em espaços de circulação institucional, popular e de elite.