Trajetória musical, mulheres do carimbó e feminismos
Palabras clave:
Feminismos. Trajetória Musical. Mulheres no Carimbó. Santarém Novo.Resumen
Este texto é uma reflexão que se deu a partir dos estudos abordados nas aulas da disciplina “Práticas musicais e feminismos” no Pragrama de Pós-Graduação em Música na Amazônia. Os autores e as autoras abordadas, bem como Joan Scott, Donna Haraway e os estudos sobre interseccionalidade de Kiberle Crenshaw, Carla Akotirene, Laila Rosa e Isabel Nogueira, nas quais abordam as perspectivas feministas e pós-coloniais. Assim, abordarei minha trajetória musical, trazendo reflexões das experiências desde a infância até o momento da elaboração deste artigo. Além disso, destaco a ideia de formar um grupo de mulheres para tocar carimbó em Santarém Novo, o grupo Manas do Zimba e o processo de aprendizado musical. A mudança musical aconteceu de forma individual e com o pensamento coletivo, como cada uma foi se especializando em um instrumento e contribuindo para crescimento do grupo. Nessa perspectiva enfatizo também minha atuação no fazer musical em consonância com os estudos feministas que trazem perspectivas sobre identidades culturais e a importância da diversidade de experiências. A trajetória de uma mulher notável, mestra Bigica, destacando as lutas das mulheres no carimbó, evidenciando a necessidade de reconhecer sua contribuição na música e na cultura. Essas reflexões culminaram em um desejo de tornar o espaço acadêmico mais inclusivo, reconhecendo e valorizando o trabalho de mulheres na música.