Onde me veem, mas não me enxergam
a invisibilidade de estudantes neurodivergentes na Faculdade de Música do Espírito Santo “Maurício de Oliveira” — Fames
Palabras clave:
capacitismo, psicofobia, inclusão, neurodivergência, tdah, autismo, tea, educação musical especial, educação inclusivaResumen
O artigo analisa manifestações de capacitismo e psicofobia na Faculdade de Música do Espírito Santo “Maurício de Oliveira” — Fames, a partir de entrevistas com estudantes neurodivergentes que relataram experiências de preconceito e exclusão. O objetivo é compreender como essas práticas afetam a permanência acadêmica e apontar caminhos para a construção de um ambiente universitário inclusivo. A pesquisa adota abordagem qualitativa, fundamentada em entrevistas informais focalizadas (Gil, 2002) e revisão bibliográfica de autores da área de educação musical, inclusão e diversidade. O referencial teórico contempla a Constituição Federal (Brasil, 1988), a Lei Brasileira de Inclusão (Brasil, 2015), a Lei de Diretrizes e Bases (Brasil, 1996) e documentos institucionais da Fames. Os resultados evidenciam que, apesar de avanços institucionais como a criação do Núcleo de Acessibilidade Educacional e Permanência — Naep, barreiras atitudinais, pedagógicas e estruturais persistem, dificultando o acesso pleno e a participação efetiva de estudantes neurodivergentes. A análise reforça a necessidade de formação docente contínua e implementação de políticas claras de inclusão, capazes de transformar o discurso institucional em práticas concretas de pertencimento. Conclui-se que o enfrentamento do capacitismo e da psicofobia exige ações estruturais, formação crítica e compromisso ético das instituições de ensino superior, para que a educação musical seja efetivamente um espaço democrático e acessível a todos.