O frevo como elemento estruturador da interpretação no terceiro movimento do Concertino nº 2 para viola e piano de Maestro Duda
Palabras clave:
Maestro DUDA, Frevo, Viola, Performance Musical, Música BrasileiraResumen
Este artigo analisa o terceiro movimento do Concertino nº 2 para viola e piano, de José Ursicino da Silva, Maestro Duda, investigando o frevo como princípio estruturador da escrita instrumental e da construção interpretativa na viola. O objetivo é compreender de que modo impulsos anacrúsicos, acentuações deslocadas, frases ascendentes, recorrência de semicolcheias, contrastes dinâmicos e condução rítmica incisiva são transferidos para um instrumento pouco usual no universo tradicional das orquestras de frevo. A metodologia articula revisão bibliográfica, análise formal e motívico-rítmica da partitura e reflexão técnico-interpretativa voltada à performance. O referencial fundamenta-se em estudos sobre Maestro Duda, sobre o frevo pernambucano e sobre práticas idiomáticas de interpretação. A análise evidencia que o movimento não utiliza o frevo apenas como referência de caráter, mas como fundamento de organização formal, gestual e sonora. Conclui-se que a interpretação do movimento exige do violista domínio técnico, compreensão estilística e atenção à articulação, ao fraseado e à energia corporal próprios da linguagem do frevo.