Caminhos do fazer-se luthier: percursos formativos não formais na luteria de violões artesanais no Brasil
Palabras clave:
Luteria de violões, Formação do luthier, Etnografia das práticas musicais, Educação musical não formalResumen
Esta comunicação apresenta resultados de pesquisa de mestrado desenvolvida no XXX-XXX, cujo objeto central é o processo de fazer-se luthier de violões artesanais no Brasil. A partir de doze entrevistas semiestruturadas com luthiers e professores de luteria de diferentes regiões do país, analisadas segundo a Análise de Conteúdo (Bardin, 2011) e os pressupostos da conversa como metodologia de pesquisa (Sampaio, Ribeiro e Souza, 2016), mapeiam-se três padrões formativos: a relação mestre-aprendiz, os trajetos sem mapa e a formação institucionalizada. A "educação da atenção" (Ingold, 2013) constitui o referencial interpretativo central. O trabalho argumenta que a escassez de percursos institucionais não implica fragilidade formativa, mas especificidade epistemológica: o saber da luteria é constitutivamente corporificado, tácito e relacional. Propõe-se, nas considerações finais, a luteria como prática musical em sentido ontológico.