Técnica estendida e arranjo para violão solo
análise dos arranjos de Daniel Murray para Frevo e Sete Anéis
Palabras clave:
Violão Solo, Daniel Murray, Técnica Estendida, Arranjo para violão, Egberto GismontiResumen
Em 2015, o violonista Daniel Murray e o compositor Egberto Gismonti iniciaram um diálogo que resultaria, em 2019, no lançamento do álbum Universo Musical de Egberto Gismonti, composto por arranjos para violão solo de 13 composições de Egberto. Esses arranjos são fruto de uma longa pesquisa por parte de Daniel, que precisou resolver diversas questões técnicas para adaptar a obra ao violão. Portanto, ao escutar o álbum, o ouvinte se depara com uma série de técnicas pouco convencionais e com diversas sonoridades diferentes. Este artigo tem como principal objetivo analisar o uso dessas técnicas — chamadas ‘estendidas’ — na construção de dois desses arranjos — são eles: Frevo e Sete Anéis — e relacioná-lo com a composição formal das músicas, além de demonstrar relações entre o uso das técnicas estendidas nos arranjos e o estudo prévio sobre elas desenvolvido por Daniel em sua dissertação de mestrado (Vasconcellos, 2013). Para isto, serão utilizados recursos analíticos propostos por Daniel em seu texto — a saber: a hibridização de técnicas instrumentais (HTI) e a análise gestual parametrizada (AGP) — e recursos de análise tradicional de música presentes em Spencer & Temko (1988), Caplin (1998) e Magalhães Pinto (2009; 2015)