TA DI GE NA TOM:
o Konnakol como ferramenta de internalização de fraseados para bateristas
Resumo
A bateria é um instrumento que se mostra adaptável à influência de diferentes sistemas e fazeres musicais desde sua origem. Paralelamente a isso, os processos de internalização musical pelos(as) bateristas são diversos, muitos deles advindos da coordenação motora em um primeiro plano, em detrimento de aspectos sonoros. Ao investigar fazeres musicais que privilegiam a internalização de aspectos sonoros, sobretudo por meio da vocalização, para, em um segundo momento, serem executados instrumentalmente, chegou-se ao Konnakol. Deste modo, os estudos aqui apresentados buscam levar ao(à) baterista que os pratica a internalização de ritmos complexos a partir de uma ideia musical interna gerada pela vocalização, para então ser expressa no instrumento. Para tal, adaptou-se a vocalização silábica de cinco notas do Konnakol (TA DI GE NA TOM) para a bateria. Essa articulação silábica foi inserida no contexto da subdivisão de semicolcheias em um compasso 4/4 com a seguinte ideia: uma determinada quantidade de compassos é destinada à execução de levadas idiomáticas da bateria e outra quantidade de compassos à execução dos fraseados oriundos da silabação. Sugeriu-se que os estudos expostos fossem inicialmente vocalizados para então serem orquestrados no instrumento. Diversas possibilidades de orquestração dos fraseados de cinco notas e variações de estruturação das ideias (quantidade de compassos destinados ao fraseado e o local rítmico – qual semicolcheia da subdivisão – em que se inicia o fraseado) foram apresentadas.