Teufelsmühle e Omnibus
desafios no reconhecimento analítico e na cifragem harmônica
Palabras clave:
Teufelsmühle, Omnibus, Chopin, Cromatismo, ContrapontoResumen
Este artigo investiga o papel dos modelos cromáticos do Teufelsmühle e do Omnibus no Prelúdio Op. 28 nº 9 de Chopin, argumentando que ambos operam nessa obra de forma transfigurada, com omissões de acordes, substituições tipológicas e emprego de um único diminuto gerador, sendo responsáveis por articular instabilidade tonal, ambiguidade harmônica e intensificação dramática. Após uma exposição estrutural comparativa das duas tradições de pesquisa, a alemã representada por Elmar Seidel (Teufelsmühle) e a norte-americana representada por Victor Yellin (Omnibus), propõe-se uma análise que dialoga criticamente com a interpretação de Schachter em The Art of Tonal Analysis. Demonstra-se que o recurso ao Teufelsmühle e ao Omnibus elucida aspectos da condução de vozes que a análise de Schachter descreve, mas não explica plenamente, em particular a presença de um único diminuto gerador que rege toda a passagem. O estudo evidencia, assim, os limites dos sistemas tradicionais de cifragem diante de repertórios de alta complexidade cromática e propõe a integração dessas duas vertentes analíticas como ferramenta de amplo alcance para a pesquisa musicológica e para a prática pedagógica.