Teufelsmühle e Omnibus

desafios no reconhecimento analítico e na cifragem harmônica

Autores

  • Ms Vanessa Nonis Universidade de São Paulo
  • Dr. Mário Videira Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Teufelsmühle, Omnibus, Chopin, Cromatismo, Contraponto

Resumo

Este artigo investiga o papel dos modelos cromáticos do Teufelsmühle e do Omnibus no Prelúdio Op. 28 nº 9 de Chopin, argumentando que ambos operam nessa obra de forma transfigurada, com omissões de acordes, substituições tipológicas e emprego de um único diminuto gerador, sendo responsáveis por articular instabilidade tonal, ambiguidade harmônica e intensificação dramática. Após uma exposição estrutural comparativa das duas tradições de pesquisa, a alemã representada por Elmar Seidel (Teufelsmühle) e a norte-americana representada por Victor Yellin (Omnibus), propõe-se uma análise que dialoga criticamente com a interpretação de Schachter em The Art of Tonal Analysis. Demonstra-se que o recurso ao Teufelsmühle e ao Omnibus elucida aspectos da condução de vozes que a análise de Schachter descreve, mas não explica plenamente, em particular a presença de um único diminuto gerador que rege toda a passagem. O estudo evidencia, assim, os limites dos sistemas tradicionais de cifragem diante de repertórios de alta complexidade cromática e propõe a integração dessas duas vertentes analíticas como ferramenta de amplo alcance para a pesquisa musicológica e para a prática pedagógica.

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Publicado

2026-10-24

Como Citar

Rodrigues Nonis, V., & Rodrigues Videira Junior, M. (2026). Teufelsmühle e Omnibus: desafios no reconhecimento analítico e na cifragem harmônica. ANPPOM. Recuperado de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/1028

Edição

Subáreas

SA-7. Teoria e Análise Musical

Formatos