Coordenadas político-estéticas da música informal de Adorno repensadas a partir da improvisação radical

primeiras direções

Autores/as

  • Lucca Perrone Totti Universidade de São Paulo

Palabras clave:

Improvisação, Theodor Adorno, Free jazz, Composição, Processos criativos

Resumen

Buscamos esboçar uma aproximação entre a musique informelle proposta por Theodor W. Adorno (2018) e aquilo que aqui denominamos improvisação radical conforme concretizada maiormente no free jazz e na improvisação livre não-idiomática. Faremos isso focalizando a questão da liberdade ou da libertação musical, tratada a partir de Adorno como forma de mediação entre o ato construtivo subjetivo e o caráter de objetividade dos materiais e sistemas formais musicais. Propomos então uma caracterização inicial do modo como esta mediação se faz presente na música informal e na improvisação radical, delineando suas aproximações e divergências. Por fim, sugerimos que estas divergências advêm de uma distinção entre as bases político-estéticas de ambas as músicas, abordando a improvisação radical a partir de uma aproximação a autores da tradição política-estética negra como Gilroy (2012) e Moten (2023) para esboçar que a potencialidade política-estética radical singular da improvisação estaria vinculada àquilo que Lewis (1996) caracteriza como seu fundamento afrológico.

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Publicado

2026-04-18

Cómo citar

Perrone Totti, L. (2026). Coordenadas político-estéticas da música informal de Adorno repensadas a partir da improvisação radical: primeiras direções. ANPPOM. Recuperado a partir de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/378

Número

Sección

SA-1. Composição e Sonologia

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