O Apagamento de Johnny Alf, Leny Andrade e Alaíde Costa no caldeirão de preconceitos da bossa nova e sambajazz

Autores/as

  • Glaw Nader UFMG
  • Fausto Bor´ém Universidade Federal de Minas Gerais

Resumen

Este artigo analisa os mecanismos de visibilidade desigual e apagamento histórico enfrentados por Johnny Alf, Leny Andrade e Alaíde Costa na consolidação da bossa nova e do sambajazz. Com base em conceitos como apropriação cultural (William, 2020), racismo estético (Xavier, 2025) e racismo cordial (Rodrigues, 1995), discute-se como os meios de comunicação contribuíram para a marginalização de contribuições negras ao gênero. Embora sustentados por elementos da diáspora africana, a bossa nova e o sambajazz foram moldados por hierarquias raciais e outros marcadores de exclusão — como misoginia, homofobia e gordofobia. A pesquisa, apoiada na literatura de textos, entrevistas em vídeos, fotos, registros fonográficos, evidencia a centralidade estética e histórica desses artistas e propõe uma revisão crítica das narrativas consagradas, contribuindo para reconfigurar os paradigmas de modernidade musical brasileira.

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Publicado

2026-04-18

Cómo citar

Nader, G., & Bor´ém, F. (2026). O Apagamento de Johnny Alf, Leny Andrade e Alaíde Costa no caldeirão de preconceitos da bossa nova e sambajazz. ANPPOM. Recuperado a partir de https://eventos.anppom.org.br/congresso/article/view/44

Número

Sección

ST 09 - Música e Pensamento Afrodiaspórico

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